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As principais indicações para marcar uma consulta com o Endocrinologista Pediátrico são:

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1. BAIXA ESTATURA

O crescimento e desenvolvimento de uma criança deve ser acompanhando regularmente, assim pode-se detectar precocemente alterações que possam influenciar no crescimento da criança. Deve-se suspeitar de crescimento inadequado quando os percentis ou canais de crescimento da criança estão abaixo do padrão populacional, se inferior ao esperado para o padrão genético da família, ou até mesmo quando ocorre uma desaceleração na curva de crescimento em relação ao esperado.

baixa estaturaO crescimento de crianças e adolescentes deve ser acompanhado desde o nascimento até a estatura final. É importante investigar a baixa estatura devido ao impacto psicológico e social que ela pode acarretar, além do que a diminuição da velocidade de crescimento pode representar em alguns casos os primeiros sinais de algumas doenças.

Entretanto, será que toda criança com baixa estatura precisa ser tratada? Na maioria das vezes a criança é baixa, mas é absolutamente normal: a baixa estatura ocorre por ela ter pais baixos ou por ter um crescimento mais lento, mas que irá atingir uma estatura final normal. Nessas situações, geralmente é necessário apenas o acompanhamento do crescimento. Quando a investigação mostra que a baixa estatura resulta de alguma doença, ela deve ser tratada, sendo as principais causas de crescimento deficiente: desnutrição, erros alimentares, algumas doenças crônicas, incluindo as síndromes genéticas, como na Síndrome de Turner e de Noonan, crianças que nascem muito pequenas e não recuperam seu canal de crescimento até os 2 anos de idade, deficiência do hormônio de crescimento, hipotireoidismo, entre outras situações.

Para a maioria das causas existe um tratamento específico, definido pelo endocrinologista pediatra que o acompanha.

2. SOBREPESO/OBESIDADE

sobrepesoÉ consenso que a obesidade infantil vem aumentando de forma significativa, e que ela irá determinar várias complicações na infância e na idade adulta.

Na infância, o manejo pode ser ainda mais difícil do que na fase adulta, pois está relacionado a mudanças de hábitos e disponibilidade dos pais, além da dificuldade de entendimento da criança quanto aos danos da obesidade à sua saúde. No Brasil, 01 em cada 03 crianças entre 05 e 09 anos está com peso acima do percentual recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Estudos revelam que grande parte das crianças e adolescentes obesos também terão obesidade na idade adulta. Este fato é ocorre porque além dos determinantes genéticos, as crianças tendem a manter os hábitos nutricionais inadequados e sócio-culturais dos pais, o que mantêm o ganho excessivo de peso. De acordo com alguns estudos, a chance de uma criança ser obesa é de 80% quando ambos os pais são obesos, e de 50%, quando apenas um dos genitores é obeso.

Essas crianças necessitam de um acompanhamento adequado e frequente para evitar riscos futuros à sua saúde, como a hipertensão arterial, alterações nos níveis de colesterol, alterações de glicemia, diabetes e doenças cardiovasculares. Os cuidados devem iniciar ainda nos primeiros meses de vida, ofertando leite materno exclusivo nos primeiros 06 meses de vida e posteriormente com alimentação complementar de forma adequada. Atualmente, as crianças e adolescentes consomem regularmente alimentos de alta densidade energética, com altos teores de carboidratos simples e lipídios, e de fácil acesso, como fast-foods, salgadinhos, refrigerantes, sucos artificiais, sanduíches, doces e outras guloseimas. O aumento da ingesta desses alimentos, a falta de horário para as refeições, e o sedentarismo são causas bem estabelecidas de ganho ponderal exagerado. Enfim, como a obesidade infantil está associada a um grande número de doenças crônicas e sequelas à médio e longo prazo, o caminho mais adequado é a prevenção. É necessário um acompanhamento multidisciplinar e participação dos pais e familiares para o combate da obesidade infantil. 

3. DIABETES

 dm1O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica metabólica autoimune caracterizada pelo excesso de glicose no sangue, devido a destruição de células-beta do pâncreas que produzem a insulina, podendo evoluir com algumas complicações à saúde se não for manejada de forma adequada, dos quais destacam-se: oculares, renais, neurológicas, cardiovasculares 

Uma parte dos alimentos transformam-se em açúcar (glicose) no sangue. A insulina é o hormônio responsável por transferir o açúcar do sangue para dentro de nossas células, e assim teremos energia para nossas atividades. No Diabético tipo 1, o pâncreas não produz a insulina, sendo então necessário aplicações diárias de insulina para seu tratamento.

Os principais sinais e sintomas são: excesso de sede, emagrecimento, cansaço, urinar frequentemente, visão turva, excesso de fome. Geralmente esse quadro se manifesta de forma rápida, e se não diagnosticado pode evoluir para cetoacidose diabética, uma emergência médica. É necessário atentar para os sinais e sintomas e procurar um médico para diagnóstico precoce.

4. PUBERDADE PRECOCE

Puberdade PrecoceO aparecimento de mamas em meninas antes dos 8 anos de idade e o desenvolvimento dos testículos antes dos 9 anos de idade nos meninos deve ser avaliado cuidadosamente para esclarecer se a criança possa apresentar precocidade sexual.

A puberdade precoce pode ser de causa central, onde ocorre envolvimento hipotalâmico-hipofisário com ativação do eixo gonadal, ou periférica, quando há alterações na glândula adrenal ou doenças primárias dos ovários e testículos. Na puberdade precoce de origem central, 90% dos casos é idiopática, ou seja, não se encontra uma causa.  A principal ferramenta para o diagnóstico é a avaliação clínica.

Na puberdade precoce, ocorre uma aceleração do crescimento e desenvolvimento dos caracteres sexuais, levando a uma fusão prematura das epífises de crescimento, culminando com a menstruação precoce (em meninas) e baixa estatura, caso não haja o tratamento adequado.

5. PUBERDADE TARDIA/ATRASADA

Puberdade AtrasadaPuberdade atrasada é quando não há caracteres sexuais secundários após os 13 anos em meninas, e após os 14 anos em meninos. O atraso puberal também deve ser considerado naqueles que iniciam a puberdade em tempo normal, mas não completam o seu desenvolvimento.

A puberdade atrasada pode ser classificada em: atraso constitucional do crescimento e desenvolvimento (RCCP), hipogonadismo hipogonadotrófico e hipogonadismo hipergonadotrófico.

Várias são as causas desse retardo puberal, podendo ser de origem familiar e benigna, como o atraso constitucional de crescimento e puberdade (RCCP). Mas também existem diversas doenças endocrinológicas e síndromes tais como falência gonadal (ovários ou testículos), hipotireoidismo, hipogonadismo central, síndrome de Turner, síndrome de Kallman, síndrome de Klinefelter, entre outros.

É essencial uma avaliação especializada para a realização de exames e confirmação do diagnóstico. Alguns casos serão apenas o RCCP, o qual é caracterizado por baixa estatura, lentidão no aparecimento dos sinais puberais, atraso na radiografia de idade óssea e geralmente com uma história familiar semelhante. Nesses casos, é recomendada uma avaliação médica inicial para afastar outras causas, e posteriormente acompanhamento clínico. No RCCP, é fundamental as orientações com intuito de tranquilizar a família e o adolescente, esclarecendo que não se trata de uma doença, mas de uma demora do próprio adolescente em iniciar este desenvolvimento, e que ao final do período, provavelmente alcançará a média de altura da família com uma maturação sexual adequada.

Por outro lado, há casos de retardo puberal mais complexos que necessitam de tratamento com hormônios com o objetivo de induzir e manter o desenvolvimento sexual e também o crescimento. Portanto, é necessário um acompanhamento médico adequado.

6. AMBIGUIDADE SEXUAL

ambiguidade sexual
Ocorre quando o exame dos genitais externos não permite definir com segurança se a criança é do sexo feminino ou masculino, ou seja, se é uma menina ou um menino ao nascimento.

O registro no sexo feminino ou masculino só deve ser feito após realização de diversos exames para detectar a causa da ambiguidade genital. Esses exames devem permitir que a equipe médica, depois de discutir a situação com a família, defina o sexo em que a criança deverá ser registrada e criada.

7. ALTERAÇÕES NA TIREÓIDE

tireoideA tireoide ou tiroide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo. É responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo. Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo), ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

No Hipotireoidismo tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende, e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem, também, diminuição da capacidade de memória, cansaço excessivo,  dores musculares e articulares, sonolência, pele seca, ganho de peso, aumento nos níveis de colesterol no sangue, e até depressão.

No Hipertireoidismo acontece o contrário. Nesse caso, tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara; o intestino solta; a pessoa fica agitada; fala demais; gesticula muito; dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada. Tanto no hipo como no hipertireoidismo, pode ocorrer um aumento no volume da tireoide, que chama-se bócio, e que pode ser detectado, através do exame físico.

Problemas na tireoide podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e em mulheres. Diagnosticar as doenças da tireoide não é complicado e o tratamento pode salvar a vida da pessoa.

8. HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA


adrenal3A Hiperplasia adrenal congênita envolve uma série de distúrbios caracterizados pela deficiência de algumas enzimas (na maioria das vezes a 21-hidroxilase) responsáveis pela formação de um hormônio, o cortisol. O cortisol tem a função de manter os níveis de açúcar no sangue, manter os líquidos do corpo, protegê-lo contra o estresse e outras funções. Quando uma enzima necessária para a formação do cortisol não funciona, este não é produzido e ocorre sua deficiência no corpo. A adrenal são glândulas que ficam logo acima dos rins. Elas produzem cortisol, aldosterona e os andrógenos. Esses são os componentes que estão envolvidos na hiperplasia adrenal congênita. Quando existe a deficiência da 21-hidroxilase, ocorre uma doença chamada hiperplasia adrenal. Existem duas formas da doença, que podem se manifestar desde a gestação e variam de acordo com o grau de deficiência dos hormônios:

Forma Perdedora de Sal: nesta forma da doença, a enzima não funciona totalmente. Sendo assim, não se produz o cortisol e a aldosterona. Ocorre então produção aumentada de andrógenos. Nesta forma da doença temos ausência de cortisol (pode-se apresentar quadros de hipoglicemias); ausência de aldosterona (perda de sal e água); e aumento de andrógenos (virilização em meninas e meninos)

Forma virilizante simples: nesta forma, temos produção de aldosterona, mas não de cortisol, e aumento dos andrógenos.

Pacientes com esta patologia necessitam de diagnóstico precoce, pois nos quadros de forma perdedora de sal, pacientes recém-nascidos podem apresentar quadro de desidratação grave que pode levar à morte, caso não seja tratado. Meninas podem apresentar virilização da genitália com quadros de genitália ambígua. Meninos podem apresentar quadro precoce de aparecimento de pêlos e aumento peniano.

O tratamento é feito com reposição de alguns hormônios. E nos casos de virilização da genitália feminina, necessita de correção cirúrgica.

9. ALTERAÇÕES DO METABOLISMO DOS OSSOS

ossos

As doenças ósseas metabólicas são alterações generalizadas do esqueleto devido a um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção que interfere com as funções dos ossos.

Nas crianças, os doenças ósseas metabólicas podem comprometer sua estatura. Algumas das alterações que são acompanhadas pela endocrinologia são: raquitismo, hipoparatireoidismo, hiperparatireoidismo.