A glicemia responde a muito mais do que a comida
Muitos pais ficam surpresos ao perceber que, mesmo seguindo a dieta corretamente, a glicemia do filho oscila bastante. Isso acontece porque o organismo é influenciado por uma série de fatores que afetam a sensibilidade à insulina ou a liberação de hormônios que elevam o açúcar no sangue.
Fatores que tendem a baixar a glicemia
- Atividade física: o exercício aumenta a captação de glicose pelos músculos, podendo causar hipoglicemia durante ou horas depois da atividade
- Banho quente ou calor intenso: acelera a absorção da insulina aplicada
- Jejum prolongado
- Dose de insulina maior do que o necessário
Fatores que tendem a elevar a glicemia
- Doenças e infecções: gripe, infecções urinárias, gastroenterites — qualquer processo inflamatório eleva hormônios do estresse que aumentam a glicemia
- Febre
- Estresse emocional: provas, conflitos, ansiedade
- Período pré-menstrual: em adolescentes, os hormônios do ciclo menstrual podem causar resistência à insulina nos dias que antecedem a menstruação
- Datas festivas: mudança na rotina alimentar e emocional
- Sono insuficiente ou irregular
Por que é importante conhecer esses fatores?
Identificar os gatilhos que afetam a glicemia do seu filho permite que a família se antecipe. Em dias de atividade física intensa, por exemplo, pode ser necessário reduzir a dose de insulina ou oferecer um lanche extra. Em dias de doença, pode ser preciso aumentar a frequência das medições e ajustar as doses com orientação médica.
Quando procurar avaliação
Se as oscilações de glicemia estiverem frequentes e sem causa aparente, ou se situações como doenças e atividade física estiverem causando hipoglicemias graves ou hiperglicemias persistentes, é fundamental consultar a endocrinologista pediátrica para revisar o plano de tratamento.
Tem dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho?
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica presencial.